terça-feira, 15 de dezembro de 2009

TATIT, WISNIK E NESTROVSKI - 27/11/09

Tatit, Wisnik e Nestrovski.

Foto: Alessandra Fratus

Esses três aí da foto  foram responsáveis por uma série de iluminações artísticas que passaram pela minha espinha dorsal na última noite de sexta-feira, 27-11, no Sesc Pinheiros. Ou seja, sobraram arrepios.

No cenário impecável: cadeiras, instrumentos, monitores e os músicos. Oito músicos dispostos de modo tão eficaz e simples, que não havia ponto no teatro que colocasse um músico na frente do outro. O mapa era perfeito.

Depois, um time de músicos de fazer repensar toda a minha carreira. Arranjos e execução à perfeição. Perfeição. Três violões de seis cordas (Nestrovski, Jonas Tatit e Luiz Tatit), bateria (Sérgio Reze), baixo acústico, elétrico violão de sete cordas e voz (Márcio Arantes), piano, Fender Rhodes, acordeon e voz (Marcelo Jeneci), sem falar nos mestres Wisnik, Tatit e Nestrovski, cantando muito, e na participação de Celso Sim, um cantor de nível tão alto que nem escada de bombeiro pra alcançar.

As composições dos nobres são de rir e de chorar; eles foram das gargalhadas às lágrimas umas três vezes. Emocionante, no amplíssimo sentido do termo.

A surpresa dessa publicação, entretanto, não está nos esperados elogios que sempre fazemos ao palco, quando gostamos do que vemos.

Dois elementos do anonimato se destacaram grandiosamente nesse show: Renato Coppoli (p.a.) e Fábio Retti (iluminação).

Eu fui num show com oito músicos tocando e mais me parecia o melhor disco, gravado, mixado e masterizado nos melhores estúdios e pelos melhores profissionais, como se tivesse o fone de ouvido mais caro do mundo… Esse foi o nível do p.a. do Renato Coppoli.

A luzes de uma delicadeza tão cabível que me fez chorar… Até uma estrela o Fábio pintou com luzes, na frente de todo o mundo, no meio do nada, no meio do palco.

Os dois não roubaram a cena, mas quase…

Impressão final: troquei o AC/DC pelo Tatit e não me arrependerei jamais. Não acho que alguém pagaria o preço da pista do AC/DC pra ver Wisnik, Tatit e Nestrovski no Sesc. Eu pagaria; isso seria culturalmente saudável.

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