sexta-feira, 5 de setembro de 2008

TOUR TARJA BRASIL 2008 !!!

Quinta-feira, 4 de Setembro de 2008

RESENHA DO SHOW DE TARJA TURUNEN (RJ) - 31-08, Canecão

FOTOS: José Carlos Torres
por: Maila-Kaarina Riippa


Foi no domingo, dia 31 de agosto, que a cantora finlandesa Tarja Turunen encerrou sua tour pelo Brasil, no Canecão, Rio de Janeiro, depois de passar por São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Fortaleza e Belo Horizonte.
O evento, marcado para ter início as 20:30, foi pontual e contou em sua abertura com a banda carioca HYDRIA, que me pareceu boa e pelos aplausos que recebeu ao fim do show, creio que agradou muito ao público. Cheguei quando eles estavam tocando a última música, por isso não posso falar muita coisa a respeito.
Uma surpresa para mim foi ver o Canecão cheio. Sinceramente eu não esperava um público tão grande. Não estava lotado, mas creio que cerca de mil pessoas prestigiaram a cantora, o que é um bom número em se tratando de Rio de Janeiro.
O início do show se deu mais ou menos as 21:30 de forma impecável. Uma cortina branca de tecido leve foi erguida na frente do palco e até metade da primeira música, só se via vultos no palco.
Tarja abriu seu set com a música BOY AND THE GHOST, seguida por LOST NORTHERN STAR e MY LITTLE 
PHOENIX, todas de seu álbum solo WINTER STORM. Muito simpática, a cantora procurou se comunicar com o público em português durante praticamente todo o show e devo dizer que parecia fluente em nosso idioma. "Bem vindos a minha tempestade de inverno, era um grande sonho meu poder voltar ao Rio de Janeiro, muito obrigada a todos vocês."
A banda que acompanhou Tarja nesta tour contou com nada mais nada menos que Mike Terrana (Rage, Masterplan, Malmsteen), na bateira, Doug Wimbish (Living Colour), no baixo, Maria Ilmoniemi, nos teclados, o super violoncelista Max Silja (ex-Apocalyptica), além do guitarrista brasileiro Kiko Loureiro (Angra), que arrancou praticamente tantos gritos da galera quanto Tarja. Os corinhos meio que se dividiam entre "Tarja, Tarja, Tarja..." e "Kiko, Kiko, kiko..." A banda estava muito a vontade no palco e fez um excelente trabalho. Também, com músicos deste naipe, não tinha como ser diferente, não é mesmo? A própria Tarja mudou sua postura. Está muito mais comunicativa, se mexe mais no palco e interage bem mais com o público do que na época da Nightwish.
Seu trabalho solo segue a mesma linha da banda finlandesa só que com bem menos teclados e mais guitarra. Pode-se dizer que o som é um pouco mais cru, mas a linha, sinceramente é a mesma e os vocais não variam quase nada, o que faz o show parecer repetitivo depois da terceira música, pois o timbre vocal é sempre aquele mesmo, lírico redondo. Me desculpem os fãs, mas fica beeeeeeeeem monótono.
Relembrando seus anos de Nightwish ela cantou Passion & the Opera, Nemo e Wishmaster (já no bis). Tarja usou 4 figurinos diferentes, todos de muito bom gosto e teve seu momento solo cantando e tocando piano durante a música Oasis. Outros dois momentos que arrancaram muitos aplausos foram Kiko Loureiro fazendo um belo solo de violão na música Our Great Divide e a música Calling Grace, uma das últimas do show, tocada com violão, violoncelo e voz apenas.
Uma pena foi o fato de não ter rolado o duo com a música Fantasma de la Opera, pois 
esta sim, eu adoraria ter visto e, pelo que li no set list, foi substituída por um grande equívoco: uma versão para Symphony of Destruction do Megadeth, que a meu ver chegou a ficar engraçada com o vocal lírico. Equívoco número dois também foi a versão para Poison, de Alice Cooper. Vi que esta agradou ao público mas, sinceramente, não é possível que quem entenda o que a letra diz e realmente curta a música tenha gostado desta interpretação. Simplesmente não tem nada a ver e acabou completamente com o clima. Eu realmente destestei.
Eu diria que apesar de cantar bem e de ter demonstrado carisma, Tarja não teria feito 
um bom show se seus músicos fossem um puco menos compententes e, além da excelente banda que a acompanhou, não posso deixar de destacar o designer de luz curitibano Rodrigo Zanlorenzi e nem o engenheiro de som paulista Marcelo Ariente, pois fizeram um trabalho impecável. Muita gente comentou positivamente a respeito da qualidade do som e da luz e achou que fossem técnicos gringos,mas não! Eram 2 brasileiros mandando muito bem. As luzes estavam perfeitas e o som limpo, na altura ideal, tudo certinho. Para um show deste porte em que o instrumental pesado se une a um vocal lírico, um som limpo e uma voz bem equalizada e no volume certo são a maior prioridade, caso contrário nem os maiores fãs aguentariam.
Eu diria que Tarja fez um bom show junto a sua banda, não houve falhas que pudessem ser percebidas e isto é o principal, mas ainda falta alguma coisa ali. Não foi um show surpreendente, mas valeu ter assistido.



SET LIST DO SHOW DE TARJA TURUNEN

O set list no RJ foi basicamente este. Não rolou Fantasma de la Opera, que foi substituída por Symphony of Destruction do Megadeth, e a ordem do final está um pouco diferente.

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