Quinta-feira, 4 de Setembro de 2008
RESENHA DO SHOW DE TARJA TURUNEN (RJ) - 31-08, Canecão
FOTOS: José Carlos Torrespor: Maila-Kaarina Riippa
Foi no domingo, dia 31 de agosto, que a cantora finlandesa Tarja Turunen encerrou sua tour pelo Brasil, no Canecão, Rio de Janeiro, depois de passar por São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Fortaleza e Belo Horizonte.
O evento, marcado para ter início as 20:30, foi pontual e contou em sua abertura com a banda carioca HYDRIA, que me pareceu boa e pelos aplausos que recebeu ao fim do show, creio que agradou muito ao público. Cheguei quando eles estavam tocando a última música, por isso não posso falar muita coisa a respeito.
Uma surpresa para mim foi ver o Canecão cheio. Sinceramente eu não esperava um público tão grande. Não estava lotado, mas creio que cerca de mil pessoas prestigiaram a cantora, o que é um bom número em se tratando de Rio de Janeiro.
O início do show se deu mais ou menos as 21:30 de forma impecável. Uma cortina branca de tecido leve foi erguida na frente do palco e até metade da primeira música, só se via vultos no palco.
Tarja abriu seu set com a música BOY AND THE GHOST, seguida por LOST NORTHERN STAR e MY LITTLE
PHOENIX, todas de seu álbum solo WINTER STORM. Muito simpática, a cantora procurou se comunicar com o público em português durante praticamente todo o show e devo dizer que parecia fluente em nosso idioma. "Bem vindos a minha tempestade de inverno, era um grande sonho meu poder voltar ao Rio de Janeiro, muito obrigada a todos vocês."
Tarja abriu seu set com a música BOY AND THE GHOST, seguida por LOST NORTHERN STAR e MY LITTLE
PHOENIX, todas de seu álbum solo WINTER STORM. Muito simpática, a cantora procurou se comunicar com o público em português durante praticamente todo o show e devo dizer que parecia fluente em nosso idioma. "Bem vindos a minha tempestade de inverno, era um grande sonho meu poder voltar ao Rio de Janeiro, muito obrigada a todos vocês."A banda que acompanhou Tarja nesta tour contou com nada mais nada menos que Mike Terrana (Rage, Masterplan, Malmsteen), na bateira, Doug Wimbish (Living Colour), no baixo, Maria Ilmoniemi, nos teclados, o super violoncelista Max Silja (ex-Apocalyptica), além do guitarrista brasileiro Kiko Loureiro (Angra), que arrancou praticamente tantos gritos da galera quanto Tarja. Os corinhos meio que se dividiam entre "Tarja, Tarja, Tarja..." e "Kiko, Kiko, kiko..." A banda estava muito a
vontade no palco e fez um excelente trabalho. Também, com músicos deste naipe, não tinha como ser diferente, não é mesmo? A própria Tarja mudou sua postura. Está muito mais comunicativa, se mexe mais no palco e interage bem mais com o público do que na época da Nightwish.
vontade no palco e fez um excelente trabalho. Também, com músicos deste naipe, não tinha como ser diferente, não é mesmo? A própria Tarja mudou sua postura. Está muito mais comunicativa, se mexe mais no palco e interage bem mais com o público do que na época da Nightwish.Seu trabalho solo segue a mesma linha da banda finlandesa só que com bem menos teclados e mais guitarra. Pode-se dizer que o som é um pouco mais cru, mas a linha, sinceramente é a mesma e os vocais não variam quase nada, o que faz o show parecer repetitivo depois da terceira música, pois o timbre vocal é sempre aquele mesmo, lírico redondo. Me desculpem os fãs, mas fica beeeeeeeeem monótono.
Relembrando seus anos de Nightwish ela cantou Passion & the Opera, Nemo e Wishmaster (já no bis). Tarja usou 4 figurinos diferentes, todos de muito bom gosto e teve seu momento solo cantando e tocando piano durante a música Oasis. Outros dois momentos que arrancaram muitos aplausos foram Kiko Loureiro fazendo um belo solo de violão na música Our Great Divide e a música Calling Grace, uma das últimas do show, tocada com violão, violoncelo e voz apenas.
Uma pena foi o fato de não ter rolado o duo com a música Fantasma de la Opera, pois
esta sim, eu adoraria ter visto e, pelo que li no set list, foi substituída por um grande equívoco: uma versão para Symphony of Destruction do Megadeth, que a meu ver chegou a ficar engraçada com o vocal lírico. Equívoco número dois também foi a versão para Poison, de Alice Cooper. Vi que esta agradou ao público mas, sinceramente, não é possível que quem entenda o que a letra diz e realmente curta a música tenha gostado desta interpretação. Simplesmente não tem nada a ver e acabou completamente com o clima. Eu realmente destestei.
Eu diria que apesar de cantar bem e de ter demonstrado carisma, Tarja não teria feito
um bom show se seus músicos fossem um puco menos compententes e, além da excelente banda que a acompanhou, não posso deixar de destacar o designer de luz curitibano Rodrigo Zanlorenzi e nem o engenheiro de som paulista Marcelo Ariente, pois fizeram um trabalho impecável. Muita gente comentou positivamente a respeito da qualidade do som e da luz e achou que fossem técnicos gringos,mas não! Eram 2 brasileiros mandando muito bem. As luzes estavam perfeitas e o som
limpo, na altura ideal, tudo certinho. Para um show deste porte em que o instrumental pesado se une a um vocal lírico, um som limpo e uma voz bem equalizada e no volume certo são a maior prioridade, caso contrário nem os maiores fãs aguentariam.
Eu diria que Tarja fez um bom show junto a sua banda, não houve falhas que pudessem ser percebidas e isto é o principal, mas ainda falta alguma coisa ali. Não foi um show surpreendente, mas valeu ter assistido.
Relembrando seus anos de Nightwish ela cantou Passion & the Opera, Nemo e Wishmaster (já no bis). Tarja usou 4 figurinos diferentes, todos de muito bom gosto e teve seu momento solo cantando e tocando piano durante a música Oasis. Outros dois momentos que arrancaram muitos aplausos foram Kiko Loureiro fazendo um belo solo de violão na música Our Great Divide e a música Calling Grace, uma das últimas do show, tocada com violão, violoncelo e voz apenas.Uma pena foi o fato de não ter rolado o duo com a música Fantasma de la Opera, pois
esta sim, eu adoraria ter visto e, pelo que li no set list, foi substituída por um grande equívoco: uma versão para Symphony of Destruction do Megadeth, que a meu ver chegou a ficar engraçada com o vocal lírico. Equívoco número dois também foi a versão para Poison, de Alice Cooper. Vi que esta agradou ao público mas, sinceramente, não é possível que quem entenda o que a letra diz e realmente curta a música tenha gostado desta interpretação. Simplesmente não tem nada a ver e acabou completamente com o clima. Eu realmente destestei.Eu diria que apesar de cantar bem e de ter demonstrado carisma, Tarja não teria feito
um bom show se seus músicos fossem um puco menos compententes e, além da excelente banda que a acompanhou, não posso deixar de destacar o designer de luz curitibano Rodrigo Zanlorenzi e nem o engenheiro de som paulista Marcelo Ariente, pois fizeram um trabalho impecável. Muita gente comentou positivamente a respeito da qualidade do som e da luz e achou que fossem técnicos gringos,mas não! Eram 2 brasileiros mandando muito bem. As luzes estavam perfeitas e o som
limpo, na altura ideal, tudo certinho. Para um show deste porte em que o instrumental pesado se une a um vocal lírico, um som limpo e uma voz bem equalizada e no volume certo são a maior prioridade, caso contrário nem os maiores fãs aguentariam.Eu diria que Tarja fez um bom show junto a sua banda, não houve falhas que pudessem ser percebidas e isto é o principal, mas ainda falta alguma coisa ali. Não foi um show surpreendente, mas valeu ter assistido.

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